Que estás a ler no 2018?

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viñeta

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307 thoughts on “Que estás a ler no 2018?

  1. Recentemente, estive a ler Os desastres de Sofia, um conto da escritora brasileira Clarice Lispector.
    A protagonista é uma menina de nove anos quando acontecem os factos. Quatro anos mais tarde, ela relembra a sua relação com um professor que tinha sido muito especial para ela, ao receber a notícia da sua morte.
    A primeira vez que li o conto não gostei muito dele, dado que a autora não é uma escritora fácil de ler. Entretanto, depois de o ler pela segunda vez, gostei muito mais. Acho que é recomendável, especialmente para os que gostarem de refletir sobre a importância que têm os adultos e, neste caso, os professores, na formação das crianças e mesmo na perceção que estas tenham de si mesmas. Com certeza os professores vão gostar.

  2. Gatos comunicantes. Vieira da Silva. Editora: Assírio & Alvim.

    Neste livro podemos ler a correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny, 1952-1985. Nele, cada página, cada linha e cada palavra descobrem as figuras reais de Maria Helena Vieira da Silva e de Mário Cesariny de Vasconcelos.

    “Ao ler esta correspondência vemos que cada um foi inventando o outro, num frente a frente perpétuo, sem intervalo ou traição.” Nestes diálogos de vozes e de silêncios percebemos como eles se viram, se representaram, se admiraram e se amaram.

    Fazia muito tempo que este livro dormia na estante. Porém, graças ao desejo de praticar a compreensão de leitura em português, li-o nas últimas semanas e foi uma grande descoberta. Fiquei imensamente apaixonada por ele!

  3. Estive a ler Bonecos de barro, um conto de Clarice Lispector.
    A protagonista é Virgínia, uma mulher que se dedica a fazer bonecos de argila. Ela sente com intensidade coisas muito simples que há ao seu redor: a água, a areia do rio, o barro…, e o facto de materializar numa figura esses elementos faz com que ela se libere do seu ego, do seu orgulho e que tudo se concentre na criação das suas mãos.
    Ao final do conto, Virgínia constata as imperfeições dos bonecos, mas consegue superar as suas próprias limitações.
    Acho que o texto serve para ilustrar aspetos psicológicos da personagem e também da própria autora, a qual tenta transmitir-nos que, inclusive quando estivermos impotentes ou vencidos, podemos superar as dificuldades e emergir de outro jeito diferente.
    Não é uma autora muito fácil de ler, mas eu gostei do conto.

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